Fernando de Noronha · PE · Ilha e morro
Alamoa de Fernando de Noronha
A história
A Alamoa é uma mulher loira, nua e sedutora, associada à Pedra do Pico, em Fernando de Noronha. Sua aparição é marcada por uma luz que surgiria na abertura da pedra nas noites de sexta-feira.
Memória e contexto
A reportagem aproxima repertórios bibliográficos e locais da Alamoa, incluindo o esqueleto. Essa descrição não foi tratada como encontro recolhido pela etnografia.
A mesma reportagem aproxima a Alamoa de uma mulher de branco que pede carona na BR-363. A ausência de recolha demonstrada dessa caroneira impede reuni-las como uma só personagem ou aplicar suas características à Alamoa.
Uma dissertação de História usa a Alamoa para discutir representações do feminino na ilha-presídio, com versos antigos e bibliografia. É contexto histórico, sem documentar encontros recentes.
Época referidaÉpoca do encontro não informada; datas das publicações nas referências.
Notas e referências
O autor aproxima registros bibliográficos e circulação entre ilhéus. Não identifica nominalmente quem teria encontrado a caroneira. A origem holandesa é apresentada como hipótese discutida por pesquisadores.
Fred Navarro
Noronha: A outra face do paraíso (abre em nova aba)Voltar ao trecho
Revista Continente · Publicação: 01/01/2013Janirza Cavalcante da Rocha Lima (1996), p. 31 / PDF 5: síntese da Alamoa, explicitamente loura, nua e sedutora. Pesquisa com atores e discursos locais nas pp. 29–30 / PDF 3–4; coleta de dados mencionada na p. 33 / PDF 7. Sem narrador ou episódio individualizado da figura. Analogias com Iara e Yemanjá são interpretação comparativa da autora, não demonstração de origem comum.
Lima, Janirza Cavalcante da Rocha
No mar de Noronha, tubarão é comida! (abre em nova aba)Voltar ao trecho
Artigo em periódico · Horizontes Antropológicos · Ano: 1996O autor aproxima registros bibliográficos e circulação entre ilhéus. Não identifica nominalmente quem teria encontrado a caroneira. A origem holandesa é apresentada como hipótese discutida por pesquisadores.
Fred Navarro
Noronha: A outra face do paraíso (abre em nova aba)Voltar ao trecho
Revista Continente · Publicação: 01/01/2013Roberta Duarte da Silva (2013), p. 30–32. O objeto principal são as mulheres no presídio do século XIX; os versos e hipóteses são mediados pelas referências da dissertação.
Roberta Duarte da Silva
As Alamoas de Fernando: rotinas e vivências das mulheres no presídio de Fernando de Noronha no século XIX (1817–1889) (abre em nova aba)Voltar ao trecho
Dissertação · História · UFPE · Ano: 2013
Como citar esta ficha
Referência em ABNT · NBR 6023:2025
COSTA, Andriolli de Brites da. Alamoa de Fernando de Noronha. In: COSTA, Andriolli de Brites da. Atlas de Aparições. 2026. Ficha LF059. Disponível em: https://atlas.colecionadordesacis.com.br/fichas/lf059-alamoa-de-fernando-de-noronha/. Acesso em: [dia mês ano].
Última atualização da ficha: .
Esta referência identifica a síntese editorial do Atlas. Para citar os depoimentos e documentos utilizados, consulte as fontes da ficha.
Sobre as categorias
As categorias podem se sobrepor. Os ícones representam tipos de personagem, não retratos das aparições. Loura, nua e sedutora são descrições explícitas em Lima (1996). A pele ou a luz não são roupa branca. A mulher de branco caroneira aproximada pela reportagem não recebe categorias nesta ficha.
Notas de pesquisa
Tradição oral recolhida. Lima (1996) descreve representações insulares em pesquisa com atores e discursos locais, com coleta de dados declarada; a Alamoa é apresentada na p. 31.
- Individualizar a Porta do Pico mencionada na tradição.
- Identificar interlocutores e registros de coleta da síntese etnográfica, antes de codificar encontros individuais.
Mantida como tradição sintetizada em pesquisa de campo, sem presumir identidade com a caroneira de branco da BR-363.
Fontes geográficas
Referência cartográfica · OpenStreetMap ↗
Geometria atual conferida; não confirma um encontro.
Lugar referido na fonte narrativa ↗
A identificação da personagem e do lugar permanece atribuída à fonte da ficha.
Atualização editorial: .
