Funcionários e artistas ocupam o centro destes relatos. A comparação acompanha a relação entre o cotidiano do teatro, a cena narrada e o modo como uma figura passa a ser reconhecida como aparição.
Cinco fichas situadas em teatros identificados no corpus revisado. O recorte reúne quatro experiências próprias narradas e um relato indireto.
Celina da Silva recorda o próprio encontro à reportagem.
Enquanto uma funcionária varria o palco do Santa Roza, uma mulher loira, de roupa branca, a teria observado de um camarote, sentada com as pernas cruzadas.
Ponto de comparação. A figura ocupa o lugar de espectadora de uma atividade de trabalho. Sua identidade permanece indeterminada.
Autoria individual não indicada · Jornal da Paraíba · 2011
O cantor Pedro Ismael Olivero conta a própria experiência.
Olivero relata ter sido cumprimentado por Carmen Campos no Theatro Municipal. Só depois do encontro se lembrou de que a antiga camareira já havia morrido.
Ponto de comparação. O reconhecimento depende de um vínculo anterior: a pessoa parece familiar, e o estranhamento vem depois.
Leiva narra a experiência à antropóloga Sibila Vigna.
O sereno do Larrañaga diz que acabara de acordar quando viu duas mulheres de túnica branca. Ambas levavam vassouras; uma também trazia uma pá. Elas desapareceriam ao alcançar o limite de seu campo de visão.
Ponto de comparação. Os objetos remetem à limpeza, mas a ocupação e a identidade das figuras não foram estabelecidas. O despertar integra as condições narradas do encontro.
Sibila Vigna Vilches · Universitat de Barcelona, Departament d’Antropologia Social · 2019
Alcance desta leitura. A comparação reúne notícias e uma entrevista etnográfica, com condições distintas de recolha. Quatro fichas têm experiência própria narrada; isso não equivale a quatro ocorrências verificadas de forma independente.
Explorar as 5 fichas deste recorte
A base indica o registro principal da ficha na revisão do corpus; uma ficha pode reunir mais de uma forma de relato. “Categoria em variante” informa que o motivo pertence a outra versão, sem atribuí-lo a todos os episódios. Em telas pequenas, a tabela pode ser deslizada na horizontal.
Esta leitura usa o corpus revisado em 21/10/2026: 111 fichas ativas, após o exame de 129 registros. Os recortes são entradas de estudo e podem se sobrepor. Teatros reúne cinco fichas selecionadas pelo edifício; transporte e banheiros usam as categorias já atribuídas às fichas, inclusive quando um motivo aparece em variante.
A unidade de contagem é a ficha narrativa. Uma ficha pode reunir versões, fontes e mais de uma figura. Publicações que repetem uma entrevista, duas figuras numa mesma viagem ou relatos transmitidos por colegas não são automaticamente encontros independentes. As bases do registro seguem a revisão do corpus.
As cenas comentadas são paráfrases dos registros atribuídos nas fichas. Depoimento próprio, relato indireto, tradição oral, registro visual e ocorrência explicada recebem identificações diferentes. As interpretações de cada estudo aparecem como hipóteses de leitura. Informação ausente no texto permanece não descrita; não vira prova de que algo não aconteceu.
O conjunto resulta das buscas e fontes disponíveis, com concentrações de publicações e diferenças de recolha. Seus totais não medem a frequência de crenças, a incidência de encontros nem permitem comparar países por prevalência. As imagens de entrada são fotografias fornecidas ao Atlas, com edição de nitidez, sépia e desgaste sobre toda a superfície fotográfica. Elas ilustram os territórios e não documentam as aparições.
Leitura comparativa: Atlas de Aparições · 21/10/2026. As páginas dos PDFs indicam a posição no arquivo digital; a numeração impressa e a cadeia de transmissão constam nas notas de cada ficha.